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domingo, julho 19

Carta para o Vale Encantado

Seguem aqui as palavras que eu queria dizer para aqueles que foram ou estão no Aruanã agora:



Bem, eu não sei por onde começar, mas já vou dizendo que a saudade está sendo doída demais.

Desde a sexta feira 10; na qual eu dormi ansiosa como toda boa acampante em véspera de temporada, até esta tarde; na qual eu escrevo, posso dizer que meu coração não teve um dia de tranqüilidade.
Afinal a saudade é rasteira e chega quando menos se espera. As vezes é um cheiro de terra molhada, que me leva de volta aos confortantes lanches da tarde na pirâmide, outras, é um certo sol que amanhece mais bonito que o normal, trazendo para mim a lembrança dos alongamentos matinais.
Daí, só me resta ficar imaginando como vão ser as apresentações do ultimo dia ou se vai ter treinamento de guerra mesmo no frio. Pois até distante, eu sinto as tristezas de finalzinho de temporada.

Eu não sei, é difícil de explicar, mas é algo que todo mundo que já foi ao menos uma vez no Aruanã sente: uma parte do Vale Encantado me acompanha por onde quer que eu vá.

Pois com toda força eu amo esse lugar. Já aperta o coração pensar na distância que agora e separa do quarto 54; das brincadeiras que acabam em guerra de lama; e das amizades verdadeiras, que o tempo não anulou e sim fortaleceu.
É, nem sei se cabe em palavras o quanto que o Aruanã me mudou, me deu de alegria e de humanidade. Mas uma coisa é certa: uma parte minha está lá, fazendo com que a saudade que eu sinto seja pelo menos suportável.

" onde estiver, quero te lembrar"

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